terça-feira, 12 de abril de 2011

O momento da reclusão chegou. Aquele momento da sua vida em que você sabe, melhor do que ninguem, que é o momento de calar. Calar e olhar, observar tanto dentro quanto fora. Exercitar o poder do "deixar rolar" no sentido literal do termo.

Nesse momento, não sinto vontade de falar com ninguém, nem de expor minha figura por aí, como sempre faço. Nem de ter um sorriso no rosto, nem de abraçar pessoas, nem de ouvir "você é tão fofa, tão simpatica, gosto tanto de você". Não, não quero.

Quero ficar aqui. Com os meus pensamentos, minhas anotações, meus livros, minhas músicas, minha prática, com o meu trabalho e meus planos e mais ninguém.

Quero cuidar de mim, me permitir fazer absolutamente tudo que sei que gosto e que me faz bem. Me acariciar com o melhor que eu posso me proporcionar. Não quero esperar nada de ninguém, nem falar sobre nenhum tipo de relação. Só quero pensar, agir e fazer por mim mesma. Não quero fazer por ninguem, nem quero que ninguem faça por mim.

Estou no meu casulo. Aqui dentro, só vejo a mim. Só eu mesma me transformando, sem nenhum tipo de contato exterior. E só eu saberei quando será o momento de romper esse casulo e voltar a dar o ar da graça, como uma bela e ligeira borboleta.

3 comentários:

Dama de Cinzas disse...

Esse texto poderia ter sido escrito por mim. Estou exatamente nessa fase e torcendo para que isso passe, mas para passar preciso de novos acontecimentos...

Beijocas

C. disse...

Quem nunca entrou nesses labirintos que atire a primeira pedra, ou quem nunca teve um dia de se ´encolher`.
Como o casulo, esse é o momento da tua transformação, tenho certeza pelo rumo que tem escolhido, as borboletas serão bem coloridas e lindas!

Cris, beijinhos de cá,

Celestino disse...

LINDO!!!!!!PERFEITO!!!!!! PARABENS!!!!!